domingo, 19 de junho de 2011

APRENDENDO A VOLTAR

tenho as incertezas que cercam os endereços
desaparecidos em novas construções: corredores
alongados em passos, janelas
descobertas em vidros
engrossados em poeiras

chegar e encontrar aberta a porta
impenetrável: saber entrar e sair
no tempo de criar coragem e se lançar
como corpo frágil. Aguento calado dúvidas
recorrentes e no alçapão do pássaro cesso
o voo: agora a certeza se instala
sob árvores verdejantes
             - o verde simboliza
               algo que não lembro.

(Pedro Du Bois, APRENDENDO A VOLTAR, VII, Edição do Autor)

5 comentários:

  1. Porta aberta e impenetrável...Poema tão lindo, Pedro... Vou levá-lo ao facebook, gosto de espalhar poesia...:-)
    Beijos,
    Parabéns

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  2. Fico feliz por ter a companhia de vocês. Abraços, Pedro.

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