quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

AMANHECER

Gosto de assistir a cidade acordar
em luzes apagadas
barulhos típicos
pessoas pelas calçadas
carros pelas ruas

a passagem do caminhão
do jornal: mesmo que as notícias
tenham sido veiculadas
na noite anterior

não existem leiteiros
quase não há padeiros

raros pássaros surgem ao alvorecer
raríssimos gatos somem

cachorros perdidos correm
entre os carros e eu
sem saber para que lado ir
completo a luz da manhã
e torno alba a minha dor
em outra manhã sem ti.

(Pedro Du Bois, OS CÃES QUE LATEM, Edição do Autor)

2 comentários:

  1. [por muito que a madrugada o negue, é na manhã que nasce o mundo]

    um imenso abraço,

    Leonardo B.

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