que mais
(além de ler)
posso fazer
nestes dias de inúteis notícias
de grades
e portas trancadas
onde pessoas
imobilizadas esperam
o passar das datas
na esperança de enriquecerem
no soar das trombetas populares?
eco-invadido (dis)penso o futuro
e me remeto
ao tempo imprevidente
onde canções não contam músicas
e letras trôpegas represam
acordes inconclusos
rasgo paredes no ocaso
fechado ao porvir melindroso dos iconoclastas
distribuídos em tribos entre deuses acostumados
aos pedidos e aos receberes de tão pouco
na leitura obtusa escondida em alforjes
viajo minha vida desinteressada
de progressos menores
e do chegar ao final
das obras (in)satisfeitas.
(Pedro Du Bois, inédito)
A Novidade
Há 21 horas
Boa noite,
ResponderExcluirLindo poema, estilo e classe.
Acredite, tenho vindo aqui constantemente, tenho lido muito seus poemas, algo que não sei o que é me traz aqui, sinto sensações estranhas na minha mente (já viu sensações estranhas na mente?") algo do tipo "Deja vu", seria uma honra imensa para mim, se você fosse até o meu site e lesse "Admiração" e "Altar e sacrifício", são poemas muito importantes para mim, ficaria ainda mais agradecida se deixasse seus comentários.
Um abraço.
Meu site: www.silviah.net
ResponderExcluirGrato, Silviah pela companhia, aqui e no google+. Coloquei seu site entre os meus favoritos. Abraços. Pedro.
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