quarta-feira, 13 de maio de 2009

O COLETOR DE RUÍNAS

13
Onde esteve escondido: o interior do nada
sob águas de primaveras - o acasalar
dos insetos e o despertar das folhas:
esperanças guardadas em fortalezas

por onde andou entre comidas
e festas: a fresta da janela
entreouvida em dúvidas
pelos pássaros recém
chegados.

Pensa retornar ao quarto prazeroso
e o estilo habitual se acomoda
entre sujos lençóis: a cabeça explode
dores em pensamentos inócuos.

Repassa papéis assinados
e os joga ao lixo: desaproveitados
como documentos.

(Pedro Du Bois, em O COLETOR DE RUÍNAS)

2 comentários:

  1. ê, poeta,

    sempre demolindo a mediocridade com teus versos magnânimos.

    brax!

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