Dias em que nuvens superam os horizontes
e voltamos para dentro: caramujos caseiros
desdenhamos as luzes e nos recolhemos ao sal
que nos desmancha os corpos: poderíamos enfeitiçar
o verde que da mata nos observa: silencioso silvo
da serpente nos acorda em lágrimas
silvestres de amostras e os telhados pontilham azuis
celestes: do outro lado gargalham vozes
sem sentido: fazem do encontro o acordado
em sutis toques com que se fecham as conchas.
Mostram os dias no infinito ardor emparedado
aos bilionários anos de sagrações e esperas: antes
fossem transformados na liquidez da espécie
e retirassem as demonstrações de afeto e graça
...
(Pedro Du Bois, em POETA EM OBRAS, Vol. V, fragmento)
A Novidade
Há 22 horas
Obrigada por ser meu seguidor!
ResponderExcluirExcelente texto!
Aliás, li com prazer, várias das suas postagens e vou voltar para ler mais.
Abraço.
Cara Gabriela,
ResponderExcluireu é que agradeço a sua visita e comentário.
abraços e volte sempre.
Pedro