Aprisionado na rua aberta
muros fecham
meu corpo na cama
sobreposta aos ares
no esperar singelo
da paisagem
tenho nos pontos cardeais
a certeza da inutilidade
do olhar sobre o horizonte
chove sobre a terra
livre para ir embora
da vida que me imobiliza
em castigo e calvário
a sensação do instante
no portão fechado
antes de o corpo
iniciar a caminhada.
(Pedro Du Bois, inédito)
quarta-feira, 12 de março de 2014
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