Retorno ao tempo, horas refeitas
em brumas, escuras escoras estampadas
em selos descolados, envelopes repousam
sobre mesas, presos, sentimentos
aprisionados, pesos sobre palavras
não enviadas, arremetidas e desoladas
mãos nervosas, o tema sobrepuja
a vontade, materializada dor,
rememoro o trigal e o quintal,
pássaros, raivas e lamentos, o riso
raro emerge memórias, profundas
camadas em pedras não preciosas,
cálculos matemáticos e horror ao vento,
invento o tempo passado: lembranças
impostas ao nada trazido na dualidade
dos seres emprestados aos tantos
fantamas corporificados
em músicas ligeiras.
(Pedro Du Bois, (DES)TEMPO)
A Novidade
Há 6 dias
Belo poema, Pedro!
ResponderExcluirSempre admirável. Sempre um exemplo. É um prazer imenso ler os seus poemas. As palavras ganham uma força, uma vida...!
ResponderExcluirAbraços
Pedro Du Bois
ResponderExcluirAmigo é sempre um prazer renovado ler e sentir seus poemas, que sempre trazem além da poesia, algo mais e bem profundo!
Um abraço e Deus esteja conosco!
Ótimo fim de semana!