quarta-feira, 2 de setembro de 2015

AMANHECER

Amanheço
no reconhecimento
da noite insone

assumo cansada forma
e me despeço

ofereço sacrifícios ao encanto
em iluminado ambiente articulado
de trabalho insano

arrumo o nó da garganta
e me desfaço.

(Pedro Du Bois, inédito)

2 comentários:

  1. Brilhante poesia, me identifiquei com ela...
    Grande abraço e sucesso!

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  2. Grato, Evandro, pela sua leitura e retorno. Abraços.

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