A hora da batalha no sorriso nervoso
com que olha entre lágrimas a certeza
de que a morte espreita nas balas
perdidas do inimigos
faz da conquista profissão e a fé esmaece
sua força e físico ao saber das razões
do início e do dinheiro que lhe é pago
as posições definidas antes do início
em que os amigos estão ao lado
e na outra face a mesma angústia
que a espera encerra no antegozo
do momento
a perda perpassa a mente
e seus olhos turvam
e as mãos tremem
sua morte capturada em duras realidades
famintas
sedentas nas políticas
extremadas de discursos foscos
(paredes em que tiros entranham
a carne que não é sua)
do nada ao extremo gesto
no empunhar a arma
apontar
e disparar o tiro
no inimigo
que também dispara
contra você atento
ao sibilar da bala
que lhe atravessa o uniforme
e explode o corpo
em ossos e vísceras
é você o soldado errôneo
nesta guerra (estúpida)
em que os sentidos se perdem
antes dos tiros e cabeças feridas
não se entendem e violam leis
no aguardar os instantes
finais do embate
em que se perdem vidas
(por nada).
(Pedro Du Bois, inédito)
A Novidade
Há 22 horas
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