Lembranças da infância
casa rua amigos e árvores
o que não devia ter aprendido
tão cedo
o que nunca consegui aprender
mesmo tarde
não houve a infância como lembro
nem aprendi mais cedo ou tarde
coisas e assuntos e sobre as mulheres
houve instante
entre a inconsciência
e a idade adulta
houve pequena brecha onde sonhei
vidas que nunca tive
caminhos não percorridos
olhares não trocados
mais nada.
(Pedro Du Bois, COTIDIANOS)
A Novidade
Há um dia
Oi, Pedro Du Bois
ResponderExcluirLendo o seu "Cotidianos" pensei que mesmo com tanto tempo passado da minha infância, consigo lembrar dos meus tempos de criança, dos amigos, das brincadeiras, das professoras... Fico preocupada e triste quando vejo que a infância atual é tão curta e tão cobrada.
Um abraço e tudo de bom!
bom ter retorno de vocês, Zilda. é verdade, as crianças hoje são repletas de compromissos, desde cedo: deve ser o lucro que tanto propagam por aí. uma pena. Abraços, Pedro.
ResponderExcluirCaro Pedro,
ResponderExcluiracho que no fundo a gente
nunca escolhe a hora de aprender,
as coisas se explicam quando querem.
um abraço
Olá Pedro!
ResponderExcluirEngraçado que só agora encontrei você no blogspot. Então deixo meu comentário e passo a lhe seguir.
Em meu primeiro post gostaria de afirmar algumas coisas (que insisto em repetir).
Sou profundo admirador do seu trabalho. Acho seus textos incríveis, intrigantes e inspiradores. Sua estética é impecável, seu verso é polido e enigmático. Impressiono-me com o universo que se esconde sob uma linha sua.
Um grande abraço do amigo.
Eduardo