Na finitude dos sentimentos
a hora
é o travo: o desânimo
em razões submerge
a lágrima
entremeada ao olho
(a música cessa
a palavra cala)
o grito esteriliza
o gesto: assusta
o pássaro
(os olhos se fecham
em lembranças).
(Pedro Du Bois, inédito)
Na finitude dos sentimentos
a hora
é o travo: o desânimo
em razões submerge
a lágrima
entremeada ao olho
(a música cessa
a palavra cala)
o grito esteriliza
o gesto: assusta
o pássaro
(os olhos se fecham
em lembranças).
(Pedro Du Bois, inédito)
O jogo
ilude a racionalização
concreta de vivenciar
o ato: o jogo
transforma o ato
em fato desconstituído
na tarefa inconsequente dos extremos
traduzida em regras inviáveis
o caos decodificado
em fórmulas: a inviabilidade
da vida recolocada no gesto
alcançável da passagem
o jogo sobrevive em rústica
ideia de domínio: o azar
e a sorte
confirmados.
(Pedro Du Bois, inédito)
O discurso reafirma
a igualdade
na sobreposição
das imagens
palavras são uníssonas
formas de desigualdades
conduzidas ao termo
comum das necessidades
(o reconhecimento gera
sorrisos: a criança
balbucia o encontro)
no tempo de agilidades
a palavra retorna ao eco
sinalizado nas pradarias
como mero gesto.
(Pedro Du Bois, inédito)
Derrota: estéril me apresento
no isolamento da palavra negada
aos afazeres: recolho ideias
e as coloco sobre o piso
sapateio até que indeléveis
não sejam notadas: a derrota
iguala e no silêncio
traço despedidas: no vento
em nuvens tenho o desenlace.
Derrotas não me ensinam
arbitram a vida e a tornam imenso
vazio decorrido em perdas. A vitória
seria a vida: o pulso acelerado
diante da amada e na certeza
pulsam ideias indefinidas.
(Pedro Du Bois, inédito)
Pergunto pela recompensa
sou posto para fora
bicho enxotado
com a vassoura: varrido
do espaço na glória
imaginária
recompensa é recomeçar do nada
fechado em novas experiências
que a glória é o leme quebrado
durante a tempestade.
(Pedro Du Bois, inédito)