terça-feira, 26 de novembro de 2013

TERRAS


A terra entre mãos desperta
a forma e a fome. Sintetiza
e reserva o espaço ao vazio.

Escorre a terra na conquista
           e reconhece na placa
            o nome antepassado.

A terra sobre o corpo em mortalha
na batalha vencida pelo cansaço
e desistência na indolência
do corpo
          superficial
                     da entrega.

A terra morta é abandono
em ávidas carícias.

(Pedro Du Bois, inédito)

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