sexta-feira, 11 de julho de 2014

NA NOITE

A verdade
           flui
o arbusto
       cede
o caminho
     espana
o carro
   passa

              espero
   o tempo findo
das lembranças

em verdades fluídas
    derrubo arbustos
    cedo caminhos
esparramo carros
                          passo.

(Pedro Du Bois, inédito)

quarta-feira, 9 de julho de 2014

SABER

Do que é trazido pelo vento
sua presença acredita
ser a decisão acertada

são folhas soltas
que não credita
ao estertor do corpo
humilde da consciência

não tem paciência
e a mente insiste

há o tempo
              sabe.

(Pedro Du Bois, inédito)

segunda-feira, 7 de julho de 2014

RESULTADO

Sou resultante de inventos
                 experiências
                       misticismo
                       e magia

perfumes em odores
unhas cortadas em homenagem
ao dilúvio             a pele ressecada
dos velhos            conduz ao labirinto
das inverdades               invernadas
               invernos claudicantes

o ciclone desarruma a pele
e desfaz a naturalidade da espécie

inventado
perco a fórmula da costura
desacostumada em períodos
de enfermidades

a náusea retoca minha face
em esgares de incapacidade
aflorada em olhos de espaços
                                   curtos
                                   cegos
                                   certos.

(Pedro Du Bois, inédito)