sexta-feira, 11 de maio de 2018

LÁGRIMAS

tanto conversamos
nada entendemos
um do outro

conversas vazias
sem significados

tanto calamos
não nos entendemos

silêncios esvaziados
de significados

tanto olhamos: lágrimas
nos fazem entender
os significados

mesmo vazios.

(Pedro Du Bois, inédito)

quarta-feira, 9 de maio de 2018

COMPANHIAS

Quando a infância em lembranças
                       extravasa o idoso

                      quando a criança
          ressurge em conquistas

              quando a juventude
        penetra em nossa vida

quando nossos personagens
se fundem em única figura

quando estamos prontos
                         adultos.

(Pedro Du Bois, inédito)

segunda-feira, 7 de maio de 2018

INGÊNUO E PURO

Na ingenuidade em que carrego os sonhos
na beleza interior que permeia o planeta
na tentativa de impedir o meu fim

apresados sonos
efêmeras camas
cabanas destelhadas

na pureza do horizonte
a certeza de possíveis
novas caminhadas

levito o corpo
no efêmero momento
dos raios penetrados
               entre palhas.

(Pedro Du Bois, inédito)

sábado, 5 de maio de 2018

o nenhum peso da luz

Sonhos, em:
https://pesodaluz.blogs.sapo.pt/sonhos-4296?view=456#t456

SOBERANA

Você em outro ângulo
                         soberana
reage em cada provocação
ri das piadas

você pela risada ampla
franca entrada em universos
onde perco meus objetivos

suserana
administra seus domínios
nas colocações feitas
fôssemos as piadas

você em outro ângulo
refletida no espelho
                soberana.

(Pedro Du Bois, inédito)

quinta-feira, 3 de maio de 2018

RESPOSTAS

Receio não podermos
esperar outras respostas

as que são transmitidas pela vida
nas voltas dos ponteiros dos relógios
em cada oração noturna

receio não haver mais tempo:
           prazo encerrado para respostas
           inadequadas aos nossos anseios

as que nos são mentidas pelos dias
nas voltas circulares das orações diurnas.

(Pedro Du Bois, inédito)

terça-feira, 1 de maio de 2018

COMO GUARDAR

Quando estivermos tristes
com a voz embargada
e os olhos úmidos

saberemos ser a hora
da despedida

momento em que a vida
é cortada em luzes
que se apagam

entenderemos não haver
motivo para a tristeza
na insegurança de quem parte

o adeus duradouro
no pétreo esquecimento
das palavras lapidadas.

(Pedro Du Bois, inédito)