sábado, 31 de maio de 2014

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Viver o Momento

Em Contos, nas palavras do Mestre Márcio Almeida, em:
http://www.recantodasletras.com.br/artigos/4823845

RAIZONLINE NOTÍCIAS

3 poemas, em:
http://raizonlinenoticias.blogspot.com.br/2014/05/poesia-de-pedro-du-bois-incidental.html

PREÇOS

A cidade proprietária
cobra pela permanência

faz com que cresçam
                     andem
                 e vão embora
                 seus filhos

uns voltam
       outros revoltam
                 poucos se escondem
                 em seus meandros
                 e ficam

há os que a visitam
e pagam o pedágio
na chegada
  e na partida.

(Pedro Du Bois, inédito)

quarta-feira, 28 de maio de 2014

DECISÕES

Antes
    que esqueça:
           na primeira hora
           a decisão se apresenta
                          em gravidade

depois
flui em ondas
e se dissolve

                na hora certa
                           acorda
                        levanta e sai

decisões são guardadas
para as próximas
            primeiras horas.

(Pedro Du Bois, inédito)


segunda-feira, 26 de maio de 2014

MOVER


dedos
móveis
    garras
cimentam
o corpo

no grito
rouco
da conquista

no grito
decomposto
do cronista

dedos
imóveis
flexionam

e tudo
é nada

(Pedro Du Bois, inédito)

sábado, 24 de maio de 2014

GUERRAS


 
A atenção desmedida
cansa o soldado

o caminhão explode
em pedaços

o último sentido
no relaxar do espírito

na desatenção
finda a sua vida

fragmentos são trágicos
indícios da atenção desesperada
                      do cansado soldado.

(Pedro Du Bois, inédito)

quinta-feira, 22 de maio de 2014

INSANO


Retira pequenas felpas da toalha
sobre o corpo seco, restos de tecido,
água destecida no esgarçamento
da toalha; partes da pele no esfregar
do pano; anos passados: corpos dilacerados
sobre trilhos, entre trilhos. Nas explosões 
sobram partes, não felpas, corpos em mortalhas
desproporcionadas na tragédia; a loucura
                                        - sim, outro dia perdido -
esfrega no corpo a raiva percorrida; a toalha
sobra no corpo restos de tecido; destecido
e fragmentado na lembrança do inteiro corpo.

(Pedro Du Bois, inédito)

terça-feira, 20 de maio de 2014

sexta-feira, 16 de maio de 2014

LUTAS (e o Arena Conta Zumbi)

Estremece no instante
em que o corpo cansa
do reinado e busca na caverna
a escuridão e o silêncio
do repouso no regresso

"... triste tempo presente..."

somos a comida e a bebida
do melhor dos mundos
avessos em sentimentos
e verdades

"... viver não é lutar..."

revive lutas ancestrais de sobrevivência
e entende as razões da supremacia
da morte sobre a inconsistência
do bem que não (nos) admira.

(Pedro Du Bois, inédito)

quinta-feira, 15 de maio de 2014

PAZ

Sim
   diz a pomba
   sobre a paz
             o tempo
             não ajuda
e águas cobrem
intenções aladas
               atadas asas
               podadas asas
               refrigerada alma

os corpos
     completa a pomba
                   na paz repousam
           inertes sob o orvalho
                      das manhãs.

(Pedro Du Bois, inédito)
             

terça-feira, 13 de maio de 2014

Athos - Lúcia Freire

Banho, em:
http://athos-luciafreire.blogspot.com.br/2014/05/banho.html

Ares e Mares

Banho, em:
http://www.aresemares.com/index.php/materias-especiais/b-a-n-h-o-de-pedro-du-bois/

TriploV Blog

Banho, em:
http://blogtriplov1.wordpress.com/2014/05/13/poema-banho/

LEITURA

O texto permanece em palavras
conhecidas. Não são minhas
as letras nem o sentido.

Avanço a leitura e o todo
se fecha em labirintos.
Setores de plenas razões
em agônicas vozes
de vazios olimpos
dessacralizados.

Ouço a dita verdade na velocidade
dos que não se voltam. Sei ser
o texto o sinal em antecipação.

O amanhã é denso em imagens
fortuitas de mesmo barulho.
                                  Quase nada.

(Pedro Du Bois, inédito)

domingo, 11 de maio de 2014

SEGUINTES

Serão acordes os dias seguintes
ao pântano drenado das obrigações
futuras de espécies raras
concretadas em passarelas
e do todo restante
a ilusão
da glória
na lembrança
e reconhecimento

não há memória sobre a relva
e da água resta o cheiro
no caminho percorrido
além
do nada ressecado
em passos inúteis
no orvalho
das manhãs antepostas.

(Pedro Du Bois, inédito)

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Ares e Mares

Moral, em:
http://www.aresemares.com/index.php/materias-especiais/5833/

AO MESMO TEMPO

A criatura
     duplicada
  dividida

nos pés distantes
em olhos separados
nas bocas insaciáveis
                de grandes espaços

disputada entre um e outro
a criatura cristaliza homenagens
nas sombras que se dissipam

a criatura e sua sombra
o duplo sem sua sombra
                               a diferença.

(Pedro Du Bois, inédito)

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Modus vivendi

Moral, em:
http://amata.anaroque.com/arquivo/2014/05/moral

TERMOS

Onde se misturam termos
de inverossímeis verdades
            e reais inverdades
na abertura do esquadro
                  em cada ponta a vida
se apresenta e se esconde
em fechamento e abertura

difíceis entendimentos
em voz baixa
            acima do tom prometido
                     na cacofonia estéril
                     dos alto-falantes
                     e esganiçados gramofones

destacam diferenças
em línguas e linguagens
e o silêncio impera entre povos
em colonização forçada

cabisbaixos nada dizem
resmungam raivas e vontades.

(Pedro Du Bois, inédito)

terça-feira, 6 de maio de 2014

segunda-feira, 5 de maio de 2014

PERSONAGEM

O personagem avança
até a amurada de escuras e revoltas águas.

Assistem quietos.
Há remorso em seus olhos.

Recua o corpo
              retesa o corpo
                           franze a testa.

(Atesta o legista sobre a culpa
que nos acompanha ao prestarmos
socorro e na hora em que a água
nos libera do cheiro adquirido ao dia).

O trabalho é esse.
                 Multiplicado.

O personagem retorna na besta
sob águas passadas. Revoltada
em cada passo.

A lentidão
com que se volta
               e encara.

(Pedro Du Bois, inédito)

sábado, 3 de maio de 2014

meiotom poesia&prosa

Madrugada, em:
http://www.meiotom.art.br/dupo14madru.htm

Leonardo Sodré

Madrugada, em:
http://www.leonardosodre.com/2014/05/madrugada.html

NUDEZ

Desnuda
tua humanidade
na beleza
em claves
e palavras
onde mostra
aos tolos
que esperam
de ti o golpe
no movimento
de teu corpo nu

teu o arcabouço
no nascimento
e no abandono

no reecontro do corpo
ao encontro de outro
corpo nu como o teu.

(Pedro Du Bois, inédito)

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Revista Cerrado Cultural

Madrugada, em:
http://revistacerradocultural.blogspot.com.br/2014/05/madrugada.html

Envenenar, em:
http://revistacerradocultural.blogspot.com.br/2014/05/envenenar.html

Ares e Mares

Madrugada, em:
http://www.aresemares.com/index.php/materias-especiais/madrugada-de-pedro-du-bois/

Partilha - Mhario Licoln

alguns poemas, em:
http://partilhabr.com.br/arte-e-literatura/37-ineditos-de-pedro-du-bois

REPETIR

                                                            (pela lembrança de Nilto Maciel)

Da palavra se referem os ditados
virtuais em sonhos desalinhados
                 de pessoas ressabiadas
             em labirintos fabulosos
                 de passagens descontraídas
             em vasos descontinuados

negações posteriores embaraçam
os interlocutores e museus propagam
histórias romanceadas na procura
ideológica de brancos espaços

no sentido da latitude
e na longitude a repetição
ecoa receios em desentendimentos
no vazio deixado pelos sentidos

da palavra refletida reflui a vida
completada em novos dias.

(Pedro Du Bois, inédito)