sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

SAPIÊNCIA

Sabe o que aprende
através dos deuses
do conhecimento:

desconhecido ser
                 interior
na tentativa de entender
o começo no alvoroço
da passagem suave
no encanto da chegada
em torvelinho distinto
de estrelas
     e corpos suspensos

o que apreende
dos deuses no reconhecimento
sobre a ignorância
                   paira
                   no mundo
                   de diversos universos
                                em desconheceres.

(Pedro Du Bois, inédito)

Ares e Mares

Incidental, em:
http://www.aresemares.com/index.php/materias-especiais/incidental-de-pedro-du-bois/

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Projeto Passo Fundo

Incidental, em:
http://www.projetopassofundo.com.br/principal.php?modulo=texto&con_codigo=49875&tipo=texto

SER

O ser presente
aumenta o espectro
em cores secundárias

painéis feitos
no sangue coagulado
dos amantes

pactos sangrentos
iludem a mente
em cicatrizes

presente abjurado
no inimigo feito
parceiro na escalada

a traição é constante verdade
em gestos e olhares

combinações colorem
as faces na chegada
em que nos despedimos.

(Pedro Du Bois, inédito)

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

NOITES E NÉVOAS

baixos tons de lamentações
escutadas entre vencedores
na nua guerra (ainda) não declarada

negócios das oportunas
intervenções de forças legais
                                   e regulares

passos fortes enchem a noite
                                 a primeira hora
                          durante o dia
                          em que a força
                  se espalha e banaliza

longo terror das mães junto aos filhos
na névoa adensada em adeuses

             (retiradas são grosseiras formas
              onde pessoas se privam
              de suas identidades)

negócios (recém) começados alegram
bebedeiras e moedas tilintam bolsos

passos são ouvidos na noite
                  dos que chegam em botas reluzentes
               e dos que rápido se afastam em fugas.

(Pedro Du Bois, inédito)

sábado, 22 de fevereiro de 2014

TESES

Desafia o relativismo com que seus mestres
demonstram teses em humanas elaborações

de quesitos
     e questões
                     em levantamentos
                     na compilação
                                        na demonstração
                                        e finalização

(troca a roda do novo invento
  e o carro se move)

                 o planeta move
                 nossas vidas
                                 na repetição da espécie.

(Pedro Du Bois, inédito)

Varal do Brasil

Incidental, em:
http://varaldobrasil.blogspot.com.br/2014/02/incidental.html

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Portal Luis Nassif

Viagem, em:
http://blogln.ning.com/profiles/blogs/viagem

TEMPOS

Meros anos de conhecimentos

o permitido no indesvendável
caminho não percorrido

sombra projetada
nas luzes descoloridas
da vida relembrada em mitos

fantasmas de despossuídos seres

o planeta em seu curso
no esférico mundo se completa

poucos anos verdadeiros
nas letras toscas dos invernos.

(Pedro Du Bois, inédito)

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

COMEÇO

Em círculo
o fogo
no centro
nenhuma palavra

(ainda)

gestos
sinais imperceptíveis

o conhecimento
ultrapassa a fronte
e chega aos lábios

o grito ao vento
afasta as cinzas

no esgar
o sorriso
do reconhecimento.

(Pedro Du Bois, inédito)

Literatura sem fronteiras

Marujo, em:
http://literaturasemfronteiras.blogspot.com.br/2014/02/marujo-pedro-du-bois.html

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Meio Tom

Conviver, em:
http://www.meiotom.art.br/dupo14conviver.htm

LONGE

Lento caminhar
o corpo sente o desgaste
longo trajeto
o corpo sente o caminho
os olhos procuram
o zênite e o horizonte
rumo e destino

lentos passos
as pernas sentem o cansaço
longas esperas
o espírito consente aos dias
os olhos anunciam
o encontro e o horizonte
arrimo e desatino

lento desânimo
longo o beijo na partida.

(Pedro Du Bois, inédito)

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Projeto Passo Fundo


Fugindo aos poemas, alguns contos:

A mulher da casa, em:
http://www.projetopassofundo.com.br/principal.php?modulo=texto&con_codigo=49523&tipo=texto

Acidentado, em:
http://www.projetopassofundo.com.br/principal.php?modulo=texto&con_codigo=49527&tipo=texto

Artes Plásticas, em:
http://www.projetopassofundo.com.br/principal.php?modulo=texto&con_codigo=49529&tipo=texto

Autógrafo, em:
http://www.projetopassofundo.com.br/principal.php?modulo=texto&con_codigo=49531&tipo=texto

Conservadores, em:
http://www.projetopassofundo.com.br/principal.php?modulo=texto&con_codigo=49535&tipo=texto

Extremozpress

Conviver, em:
http://extremozpressrn.blogspot.com.br/2014/02/conviver.html

Leonardo Sodré

Conviver, em:
http://www.leonardosodre.com/2014/02/conviver.html

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Modus Vivendi

Conviver, em:
http://amata.anaroque.com/arquivo/2014/02/conviver

PREDAR

na tessitura da aranha
o nada no espaço
                               vago

(rede e peixe
 carne crua)

o inseto invade a teia
deixa sua vida imóvel

                      frágil refém
                      da ranha

(rede e peixe
 seco corpo)

a aranha repara a teia
e satisfeita
                    aguarda.

(Pedro Du Bois, inédito)

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

SOMOS

Nenhum sino badala verdades
nos secos tempos de fanfarras
em que nos escondemos
                      em ruas iluminadas
                      e atravancadas
                      de nossos iguais

o barulho nos acompanha
como garantia e vida.

Olhos se dirigem ao próximo
com quem cruzamos na calçada

admiramos o corpo
            repelimos o corpo

somos corpos enfeitiçados
em condições estéticas
de frias e congeladas ideias
onde não badalam sinos.

(Pedro Du Bois, inédito)

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

LUGARES

Em nenhum lugar estão
os avessos versos
                travessos
                em palavras
                atravessadas
                         na garganta

só a lâmina
e o barulho da motocicleta
são possíveis no silêncio
que rasga o tempo
no apagar das luzes

escuros sons são nuvens
de passageiros ícones
na resposta
         aos que me perguntam:

                o verso transfigurado
                traduz hiperpólica figura
                dos primeiros acasos

                                     ouro
                               incenso
                          mirra.

(Pedro Du Bois, inédito)

sábado, 8 de fevereiro de 2014

ÁGUAS

Busco o encontro das águas
em tórridas regiões desencontradas
na flutuação do espírito descontente
em flutuações e encontros

águas no entrechoque
de caminhos igualados
na sequência das margens
surpreendidas pelo leito
no transbordar dos espíritos

a música das águas no encontro
ensurdece corpos em desatino
de espíritos observados nos sons
das épocas em que ressecam

pequenas ondas encontram
e deslizam constantes formas
de encontros em terras cobertas
no passado tempo de chegarem
águas igualadas 
                   em desiguais momentos.

(Pedro Du Bois, inédito)
                   

                                       

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Meio Tom

Fauno e Capaz, em:
http://www.meiotom.art.br/dupo14fauno.htm

MANHÃ


no seco barulho da pá do pedreiro
no pão com a camada de gordura

a roupa pertenceu ao pai morto
na pouca idade: cadáver atingido
pelas presas dos animais caçados

desfaz o encontro na lembrança
atingida no murmúrio das folhas
fosse o pai dizendo da manhã

(Pedro Du Bois, inédito)

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

PRESA

Feliz a presa
 de traçado destino
 em outros inícios

posta no lugar
onde habita seu predador
reproduzida no habitat
onde reside seu predador

(mesmo) assim se multiplica
              na regeneração da raça
              reproduzida na mesma carcaça

(por isso) é feliz
                ao se saber desejada
                desde o início
                 no destino traçado.


(Pedro Du Bois, inédito)

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

domingo, 2 de fevereiro de 2014

REALIDADE

Na realidade escondo o dia
                                  cedo ou tarde
                          vejo quanto estou ausente
                          em mim mesmo

o sonho acoberta necessidades
e me utiliza tal máquina incendiária
                          dos momentos felizes

na realidade trago a utilidade
                   utilitário personagem
                   termino minhas tarefas
                                     em poucas luzes

cedo ou tarde tenho a verdade
e a realidade não está nela.

(Pedro Du Bois, inédito)

Leonardo Sodré

Capaz, em:
http://www.leonardosodre.com/2014/02/capaz.html