terça-feira, 30 de julho de 2013

Meio tom

Artes Plásticas, em:
http://www.meiotom.art.br/dupo13plas.htm

Skoob

O Senhor das Estátuas, em:
http://www.skoob.com.br/livro/333313-o-senhor-das-estatuas

Ares e Mares

Receios, em:
http://www.aresemares.com/index.php/materias-especiais/receios-de-pedro-du-bois-brasil/

Artes Plásticas, em:
http://www.aresemares.com/index.php/materias-especiais/artes-plasticas-de-pedro-du-bois-brasil/

Estudo Geral - Duetos

Testemunho, em:
http://luis-eg.blogspot.com.br/2013/07/duetos_31.html

POEMA

O poema é primeiro
e último contato
antes se instale o sono
e seus indevassáveis caminhos
que em químicas descargas
alvoroçam o tecido interior
onde desencadeiam lutas

batalhas e refregas
cobrem e oferecem
versões nuas
do cotidiano

raiva escamoteada
em caminhadas cansativas

sim e não
entrelaçados em pernas
de avanço e retrocesso

corpo submerso na ideia
fugidia de onde retorno
em insensato minuto.

(Pedro Du Bois, inédito)

sexta-feira, 26 de julho de 2013

2 outros poemas

Vale em Versos,
Olhos, em:
http://valeemversos.blogspot.com.br/2013/07/olhos.html

Letras et cetera,
Encantamento, em:
http://nanquin.blogspot.com.br/2013/07/encantamento.html

SILÊNCIO

Na inutilidade
da palavra
retiro
a essência
e no silêncio
instalado
remeto
a mensagem
em olhos
abaixados
sobre a grade
da varanda

nada preciso
além do momento

apenas o gosto
o gesto
a volta
se e quando
retorno.

(Pedro Du Bois, inédito)

quarta-feira, 24 de julho de 2013

FOZ

Estou onde o linho amassado pano
cobre as exigências com que o cargo
escondido e tosco fala: alado tempo
em que sentimentos guardam sentidos
e palavras em máquinas transitam
corredores longos - escura hora do véu
sobre a face - a partir da aurora ao amanhecido
espelho de rubros beijos despejados em dardos
e dedos em riste anunciam o impublicável

tenho nas mãos o que resta da hora
                                                 - pouco -
águas levam o resto do rosto limpo
e a toalha enchacarda dos meus gestos

suave fruição com que abro a porta
e seus passos soam o tanto da desgraça
e suas roupas amarrotadas contam os dias
com que respondo cada vez que sua voz
- de onde ou sempre - se faz lembrança e foz.

(Pedro Du Bois, Das Distâncias Permanentes)

Arcanos Grávidos

Esgotar, em:
http://arcanosgravidos.wordpress.com/2013/07/24/esgotar-pedro-du-bois/

Modus vivendi

Artes Plásticas, em:
http://amata.anaroque.com/arquivo/2013/07/artes_plasticas

segunda-feira, 22 de julho de 2013

PALAVRAS

Embriago-me nas palavras
                 antes sejam ditas
estão em mim
                 geradas aguardam
o instante de se mostrarem
em letras acomodadas aos termos
                                            tensos
que a trena não mede na profundeza
e encanto mantidos ilesos
enquanto bêbado
                no que me trazem
                e levam da vida
em histórias de anos tantos
na companhia de ninguém
em coisas entremeadas
nos veios das pedras: nada
refeito na mão da criança
           circunflexa água
                              da memória
no estancar do andar perdido
            embriagado renasço
ao som e graça da palavra
dita nos gritos dos amantes
mostrados e exibidos
                  em contentamento.

(Pedro Du Bois, inédito)


    

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Ares e Mares

Receios, em:
http://www.aresemares.com/index.php/materias-especiais/receios-de-pedro-du-bois-brasil/

Esgotar, em:
http://www.aresemares.com/index.php/materias-especiais/esgotar-poema-de-pedro-du-bois-brasil/

Dois poemas

Palavra, em:
http://valeemversos.blogspot.com.br/2013/07/palavra.html

Caminhar, em:
http://nanquin.blogspot.com.br/2013/07/caminhar.html

VERDADES

disfarça a verdade adocicada em palavras
engana a mente insana com que se defronta
na omissão sobre os riscos de tudo ser dito

transforma a verdade em tortura e ri do corpo
exangue sobre o banco onde mente sua vida
revista no inverossímel de sua criação

exercita a verdade agitada pelos campos
indócil espírito da não aceitação dos fatos
na espera de que os deuses o façam doente

aterroriza a verdade com elucubrações
cálculos comprovam teses e as transformam
em teorias sujeitas ao descrédito futuro

inventa sua verdade e dela bebe os dias
que o mundo é mundo e as verdades
são apenas palavras estranhadas.

(Pedro Du Bois, inédito)

terça-feira, 16 de julho de 2013

FRUTOS

Em frutos a árvore completa o ciclo
reproduzido no que lhe eterniza
a espécie: animais em cios
          aves em ovos
    homens em vidas refeitas
no instante em que os corpos
se encontram no êxtase sobreposto
                               ao cérebro

          o que as aves não sentem
                na visão do caminho
             interrompido em asas

máscaras escondem horas transpostas
nos rostos
       em que o gosto e o desgosto internalizam
                                            o gesto de entrega.

(Pedro Du Bois, inédito) 

sexta-feira, 12 de julho de 2013

2 Poemas

Termos, em Letras et cetera:
http://nanquin.blogspot.com.br/2013/07/termos.html

Sóis, em Vale em Versos:
http://valeemversos.blogspot.com.br/2013/07/sois.html

OLHOS

Para seus olhos repetirem o que viram nos anos
em que as cores se transfiguravam nas melodias
cantaroladas enquanto o caminho passava entre
rosas e outras flores bem cuidadas em jardins
onde infâncias estáveis não nos avisavam
que o futuro seria difícil em acontecimentos

desconhecíamos os sentidos olhados
indiferentes na família e nos amigos

um dia outra hora no convite o conceito
o espaço em branco diante dos amores
que se apresentariam nas fases e faces
esculturadas no sorriso das crianças
que não fomos e mentíamos ser
na metade da semana interminável

seus olhos foram o norte e o aporte com que cresci
em lampejos de obras inúteis e orações apaixonadas

na estrada a estada e o estádio vazio de horários
antes e depois de jogados os dados e os dardos
acertados fossem o alvo cravo murcho do passado.

(Pedro Du Bois, inédito)

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Telescópio - Everi Carrara

Testemunho, em:
http://jornaltelescopio.blogspot.com.br/2013/07/pedro-du-bois.html

IMIGRANTES

Aquelas pessoas vieram
de longe
     porque longe
                 nada tinham

apenas elas
apenadas almas
em corpos aprisionados
de vergonhas
           fomes
   e desesperança

vieram de longe
pelo que lhes prometeram
                      em mentiras
                      e esperanças

desencontradas pessoas
abandonadas em novas terras inóspitas
esvaziadas de seus passados.

(Pedro Du Bois, inédito)

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Editora Penalux

O Senhor das Estátuas, no prelo, em:
http://www.editorapenalux.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=47&Itemid=54

mais, em:
http://pt.calameo.com/read/0018123016c389f594066

ainda, em:
http://www.editorapenalux.com.br/loja/product_info.php?products_id=111&osCsid=bb2b64272e38e91e793cd5858b14209d

PERIGO

Reunidos leitores
no circo lotado de trôpego
povo cujas vistas abaixadas
dizem do sofrimento

          no picadeiro
               em grupos
                     crianças observam
               a plateia

a voz anuncia cada leitor
                            que se apresenta
em aventuras e histórias
      enredos geográficos
      letras taquigráficas
códigos
   parágrafos
          romances e epopeias
cartas circulares
instruções
e bilhetes anônimos
                 notícias
                     desmentidos
poemas e cálculos

as crianças se retiram
cientes do perigo.

(Pedro Du Bois, inédito)

Modus vivendi

Testemunho, em:
http://amata.anaroque.com/arquivo/2013/07/testemunho

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Pagina Digital - Argentina

Diversos poemas, em:
http://www.noticias-de-literatura.paginadigital.com.ar/Literatura/Poesia/1975/Pedro_Du_Bois,_inedito.htm

Outros poemas, em:
http://www.noticias-de-literatura.paginadigital.com.ar/Literatura/Poesia/1976/Pedro_Du_Bois,_inedito.htm

AMORES

Sim, sou náufrago seco em versos
vaso despossuído em terras aradas
e os arreios com que me prendo
impávido animal terrestre

só não sou espaço
que a vertigem
tolhe meus passos

nem submerso instante
de seres em guelras tranversas

no bolso o dinheiro da venda
e mãos trêmulas na entrega

sim, sou o coração sangrado
onde o infausto se faz condizente
com o corpo movimentado
sob lençóis tão limpos

na mão direita o sincopado som
do exterior comprimido e composto
em desgraças e alegrias fúteis.

(Pedro Du Bois, inédito)

terça-feira, 2 de julho de 2013

PALAVRA

Estando a palavra
                      muda
          batem em quem não diz
                                      nela
          sua verdade pessoal

o silêncio ecoa vales
em que nada valemos
sem o som da palavra
gritada em oração

mudo a palavra
para ter seu silêncio
             desentranhado.

(Pedro Du Bois, inédito)